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Projeto qualifica mototaxistas de favelas do Rio para atuar no turismo
Turma com 100 moradores se forma nesta quarta, no Rio de Janeiro
Agência Brasil - Por Alice Rodrigues*
Publicado em 05/11/2025 16:13
Cultura
© Tomaz Silva/Agência Brasil

Com foco em qualificar moradores e mototaxistas de favelas como condutores turísticos, a plataforma Na Favela Turismo e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) formam nesta quarta-feira (5) 100 novos profissionais para atuar em comunidades da zona sul do Rio. As comunidades atendidas são Rocinha, Cantagalo, Pavão-Pavãozinho e Vidigal. 

O projeto também conta com apoio da Secretaria Estadual de Turismo do Rio e busca fortalecer o setor por meio do turismo de base comunitária. Para atender às demandas do setor e trazer protagonismo e autonomia aos moradores, foi idealizado o curso de capacitação de condutores locais, nos temas: 

  • turismo receptivo e de base comunitária; 
  • como melhorar o atendimento ao turista (hospitalidade); 
  • como se regularizar (MEI e Cadastur), finanças e marketing digital para guias.

O idealizador da plataforma Na Favela Turismo, Renan Monteiro, acredita que condutores turísticos qualificados trazem benefícios para toda a cadeia turística.

“Quando o turista recebe um produto melhor, ele indica mais pessoas a nos visitarem, e, assim, nossa demanda aumenta e conseguimos impactar cada vez mais as nossas favelas”, aponta Renan Monteiro. 

Qualificação

Um dos novos profissionais qualificados é o mototaxista Jonathan Lima de Brito, que conta como a experiência sobre duas rodas o levou a conhecer o projeto e a uma capacitação como guia de turismo. Mas a trajetória não foi fácil.  

“Quando mais novo, fiz coisas erradas, paguei por isso e procurei me redimir. Comecei com uma moto alugada, juntei dinheiro pra comprar outra, tirei a minha habilitação e hoje estou procurando progredir”. 

Ele tem o sonho de abrir seu próprio empreendimento, de roteiros guiados com motocicletas, e também aprender outras línguas.

“Me apresentaram a primeira reunião, eu gostei e vi que ali era uma coisa boa. Que muitas portas iriam se abrir para nós”, completa.

*Estagiária sob supervisão do jornalista Gilberto Costa

Fonte: Agência Brasil
Esta notícia foi publicada respeitando as políticas de reprodução da Agência Brasil.
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