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Universidades se unem para promover medidas de preservação do Cerrado
Instituto Nacional do Cerrado ficará sediado provisoriamente na UnB
Radioagência Nacional - Por Gabriel Brum
Publicado em 06/01/2026 15:39
Cultura
© Adriano Gambarini/WWF Brasil/Divulgação

Dezenove universidades se uniram para articular e promover projetos de pesquisa para o desenvolvimento sustentável do Cerrado. O segundo maior bioma do país e considerado o berço das águas, vai ter a atenção especial do INC, o Instituto Nacional do Cerrado, criado em dezembro de 2025 e que vai ficar sediado provisoriamente na UNB, em Brasília. A professora de ecologia da universidade, Mercedes Bustamante, escolhida como diretora executiva da nova instituição, diz que apesar da importância ambiental e econômica, o Cerrado sofre forte pressão do desmatamento:

"O avanço da conversão da vegetação gera impactos negativos para o próprio agronegócio pela perda de biodiversidade, dos serviços ecossistêmicos e da mudança do clima. A conservação ambiental, ela precisa ser vista como um componente central para que o agronegócio seja viável. Então um planejamento territorial orientado pela melhor ciência disponível pode contribuir para as políticas públicas para que elas possam atingir e repensar os modelos vigentes de uso e ocupação do solo", diz.

O Cerrado perdeu 7.200 quilômetros quadrados de vegetação nativa entre agosto de 2024 e julho de 2025, segundo o INPE. Foi o segundo ano seguido de queda. O desafio agora é estruturar e organizar o instituto para possibilitar a procura por recursos em entidades nacionais e internacionais ou mesmo no Fundo Amazônia. Diretor administrativo-financeiro do INC, o professor Laerte Ferreira da Universidade Federal de Goiás, diz que a previsão inicial é da necessidade de R$ 10 milhões ao ano:

"Com esses 10 milhões, a gente poderia ter um apoio de bolsas pós-doc para cientistas, jovens cientistas em cada uma dessas instituições, ter essa pequena estrutura administrativa de gestão, organizar eventos científicos. Eu entendo se nós conseguirmos trazer o foco, arregaçar as mangas, a expectativa é que a gente consiga acessar recursos das mais diversas fontes", fala.

Segundo Laerte, o objetivo é qualificar o instituto como uma organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O Cerrado e o Pampa são os únicos biomas que não têm uma unidade específica de pesquisa no Ministério. 

Fonte: Radioagência Nacional
Esta notícia foi publicada respeitando as políticas de reprodução da Radioagência Nacional.
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