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JUBs Futebol contam com campo exclusivo para o futebol feminino
Estrutura foi fundamental para CBDU escolher Sergipe como sede
Agência Brasil - Por * Rodrigo Ricardo
Publicado em 09/04/2026 08:29
Cultura
© Divulgação/Hugo Soares/CBDU

No gramado da Arena Delas, apenas chuteiras calçadas por mulheres podem jogar. O local fica dentro do Parque da Sementeira, em uma área pública gerida pela Prefeitura de Aracaju, mas naquele palco apenas o futebol feminino pode ser praticado. Tal estrutura foi um dos atrativos para a Confederação Brasileira de Desporto Universitário (CBDU) levar os Jogos Universitários de Futebol (JUBs Futebol) para Sergipe.

“Foi um diferencial na escolha de Aracaju como sede. A estrutura dedicada ao futebol feminino, juntamente com a disponibilidade de mais campos, permitiu a otimização dos horários e a ampliação da visibilidade do esporte. Tudo isso foi um fator decisivo na candidatura da cidade, que volta a sediar este evento após 16 anos”, declarou o diretor de Marketing e Comunicação da CBDU, Paulo Souza.

As mulheres são 643 dos 1,5 mil atletas universitários inscritos nos jogos deste ano. Paulo detalha a política de equidade de gênero da CBDU para igualar esses números nos próximos eventos da entidade: “O incentivo é direcionado às universidades que inscrevem equipes femininas. Arcar com os custos de hospedagem da equipe masculina é uma contrapartida da presença do futebol feminino. Com isso, temos visto um crescimento exponencial da participação feminina em todas as modalidades do JUBs. Hoje, a participação feminina está em 43%, mas a meta é alcançar a paridade”.

A atleta da UniFTC (Bahia) Rafaela Maciel diz que a iniciativa poderia inspirar outras cidades pelo país: “Tudo muito bonito. Não só a arena, mas a infraestrutura toda do parque. Essa criatividade poderia ser levada para outros lugares”.

Natural de Aracaju, a árbitra Diana Santos, que não participou de um JUBs quando estudante, destaca a competição como incentivo ao desenvolvimento do futebol feminino: “Queria ter participado de uma competição dessas. É uma oportunidade para elas mostrarem o seu valor. Apitando os jogos, dá para notar vários talentos e potenciais jogadoras profissionais”.

Tanto Rafaela quanto Diana relatam diversos preconceitos e insultos machistas por se envolverem com o futebol, mas nenhuma delas foi intimidada, mas seguem acreditando que é possível ser feliz e ganhar a vida dentro de campo.

*Jornalista viajou a convite da CBDU.

Fonte: Agência Brasil
Esta notícia foi publicada respeitando as políticas de reprodução da Agência Brasil.
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